Imagens dos olhos do reflexo

maio 23, 2010 at 8:22 pm (Negativa) (, , , )

Dia ruim. Nada pra fazer, nada pra pensar, nada pra gastar, nada pra distrair.
Voltando a postar poesias de 2006.
And here we go.

-(— Imagens dos olhos do reflexo

Noite, bela noite
Estrangulada e eterna
Em que cada gota de suor
Uma vida esvai-se em dor
E um piscar de olhos condena ao sono sem fim

Os olhos ardentes
Abertos e assustados
Com o belo show de horror que lhes foi mostrado

As cicatrizes mentais
Inexistentes
O espelho não quis mostrar o reflexo

A máscara
Cobria a mentira
Trouxe dignidade ao demônio

O sangue
Escorrente e serpenteante
Sai da boca como palavras de consolo

As correntes
Antigas e inquebráveis
Nunca liberaram uma alma em desespero

O espelho nunca teve o que refletir…
—)-

Musa. DCLXVI

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Juventude

maio 22, 2010 at 11:20 pm (Música, Positiva)

Porra, eu estava tocando violão aleatoriamente, algo do Metallica, e me veio uma idéia repentina. Escrever um samba!

Daí eu tive de sair da rotina de postar poesias antigas!

Só acho chato eu ainda não ter habilidades suficientes no violão pra compor um samba. Quando eu tiver, ninguém me segura! Vou escrever músicas todo mês.

A juventude na atualidade, omitindo os aspectos alcoólicos. Acho que deveria colocar sim estes aspectos, mas como a letra foi fluída, não pensei direito.

-(— Juventude

Oh, juventude
Que tanto me faz rir
Me faz divertir
Oh, juventude
Que tanto vivi
Que tanto morri
De saudades

Acordo todo santo dia
Com a ilusão, com tanta paixão
Felicidade e tesão
Pelo samba que segue na nossa vaidade
Pelo samba que guia a nossa cidade

Orgulho na origem
No berço de madeira, tijolo, reboco,
No barro, barroco, no muito e no pouco
A gente sofrida tem vida pra nada
Vendendo dinheiro, o tempo inteiro
Fazendo o pandeiro suar pra realidade

Toca o cavaco, toca sentimento
Enquanto o samba flui com a cor
Enquanto o corpo mostra seu momento
Samba de favor
Troca tudo de lugar
O cavaco tocando a gente que passar

—)-

Musa. DCLXVI

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Ódio às flores

maio 17, 2010 at 4:06 am (Negativa) (, , )

O título quer dizer ódio ao que é belo e delicado, mais uma raiva temporária.

É difícil amar e ser amado quando sabe-se que não pode-se ficar junto de quem se ama.

Bom, C’est la vie.

-(—- Ódio às flores

Pelos olhos transparece a ira
Mais uma vez, me vi obrigado a sorrir
Segurando a arma com o alvo na mira
De você, nada mais tenho a exigir

Acaba de falecer
Perante zombarias
Não me contento em ver te assim
O teu lugar, talvez pertencesse a mim

Não atice o fogo
De nada adiantará
A tempestade que está por vir
Em segundos o apagará

Deixe de agir como uma tola
Que brinca ao ser perfurada
Mesmo sentindo um estouro
Não serás mais amada

Sentiu no couro, a pobrezinha
Foi demais, morreu sozinha
Não precisava, muito triste teu fim
Não queria que fosses assim
Tu levaste um pedaço de mim

—-)-

Musa. DCLXVI

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O ladrão de palavras

maio 16, 2010 at 5:46 pm (Negativa) (, )

Vou postando poesias de 2006 até chegar nos dias de hoje. Creio que não passem de 40, então, em breve, novas.

#Rip #Dio
Por tudo que fez. Por tudo que significou. We salute you. \,,/_

-(— O ladrão de palavras

Nas trevas se esconde a luz
Na escuridão de uma mente vazia
Confinado em um canto
Sobre uma tênue linha um vulto jazia

A lembrança de um passado inexistido
Trouxe esperança de algo acontecido
Não fora como deveria
Ser aprisionado por ser temido

Gigante tua sombra
Pequeno teu tamanho
Gerou guerras mentais
Roubou a glória
Do que confiou em um estranho

Valente o que cura suas próprias feridas com uma faca
Tinge os olhos de vermelho
E não corre ao se deparar com um espelho

—)-

Musa. DCLXVI

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Reflexões de uma noite de outono

maio 16, 2010 at 7:44 am (Negativa, Reflexiva) (, , , )

A princípio, vou apenas upando as antigas poesias que escrevi.

Eu gostaria de deixá-las registradas num blog, já que o fotolog precisa de uma imagem e é um saco para navegar. Então, primeiramente, quando posto uma poesia, esta fica entre -(— e —)-, mania adquirida quando meu apelido era Musashi. Hoje em dia, poucos me conhecem por Musashi, apenas por Musa e por Vila. O DCLXVI é 666 em algarismos romanos, me inspira o caos. Começando então, poesia de 2006.

E sobre o nome do blog, musawho quer dizer “Musa quem?”, ou seja, uma pessoa normal desconhecida com o apelido de Musa, não algo relacionado à banda The Who.

-(— Reflexões de uma noite de outono

Belo dia, longa noite
Nesse pássaros voaram
E flores murcharam
A luz foi extinta
Com um ar de ignorância
Sopra a brisa congeladora
E morre a energia duradoura

Um flash, um clarão
Não sinta remorso
Nem seja vingativo
Sentimentos inúteis que desenobrecem a alma
E corrompem o vivo

Enalteça os valores
Controle sua mente
Não transforme em um mito
O que te faz decente

Reviva o que foi passado
Justifique o que foi impensado
Traga à tona o que foi esfacelado
Admire o que foi arruinado
Restaure o que te tornou estragado
Caçoe de minha tolerância, ria de mim
Pelo menos estou acima de algo ruim

—)-

Musa. DCLXVI

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