Visões

junho 28, 2010 at 3:15 am (Negativa) (, , , )

Ultimamente não preciso estar mal para escrever. Acho que estou aprendendo a ter perspectiva ao escrever, ao ver a vida de uma forma mais literária. Às vezes, o exagero e o drama em cada pedaço de mau acontecimento pode gerar uma trágica história pseudo-fantasiosa.

-(—- Visões

Se fosse possível
Eu deixava, nem ligava
Não sentiria
Não transformava

Se fosse plausível
Eu degenerava, nem preocupava
Não veria
Não falava

Se fosse provável
Eu desleixava, nem importava
Não cuidaria
Não pensava

Se não fosse impossível
Eu estaria iludido

—-)-

Musa. DCLXVI

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Uma mente, um coração, uma traição

junho 27, 2010 at 3:04 am (Neutra, Reflexiva) (, )

E a vida continua com os pensamentos que temos e com os que pegamos emprestados. Com as histórias que amigos nos contam, seguindo a vida deles, sofrendo a vida nossa. Essa poesia não diz nada de mim, mas é uma interpretação minha de alguns fatos.

-(—- Uma mente, um coração, uma traição

Amanhã, outro dia
Céu sem nuvens, consciência limpa
E aquela dor que tanto ardia
Nada mais era que tinta
Como vinho que refletia nos seus olhos
Cor de sangue, raiva extinta

Hoje, exaustão
Tanto pensou que não sabes mais
A angústia daquela mulher
O amor daquela mulher, nada demais
Agora é dormir, e deixar que o pesadelo acabe
E nada que ela pense, diga, faça jamais
Fará voltar os maculados sentimentos
Que mortal nenhum julgaria banais

—-)-

Musa. DCLXVI

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O melhor dia

junho 21, 2010 at 4:20 am (Positiva, Reflexiva) (, , , )

Me deu vontade de escrever sobre um amor. Um primeiro amor. Cheio de significados para um apaixonado. E a preguiça de postar as poesias antigas continua! Vamos ver que que pega nessas férias, né?

-(—- O melhor dia

O melhor dia foi o que eu não acordei
Abri os olhos e continuei sonhando
Visão turva, pura psicodelia
Conversando, vivendo, pensando

O melhor dia foi o que eu não olhei pra ver
Eu senti quando estava se aproximando
Coração acelerado, euforia
Imaginando, sentindo, ponderando

O melhor dia foi o que me surpreendeu
Apareceu do nada, sorrindo
Surpresa, tamanha alegria
Arfando, tocando, tinindo

O melhor dia foi o que eu percebi
Que amava aquela mulher eu há muito via
Compromisso, promessa que para sempre valia
A beijaria, a quereria, a amaria

—)-

Musa. DCLXVI

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Carga e Elétrons

junho 16, 2010 at 3:53 am (Neutra, Reflexiva) (, , )

Dia relativamente bom. Me preparando para reavaliação de PID. Simplesmente passarei. /fato

-(—- Carga e Elétrons

Noite escrotal
Barriga gelada
Débil mental
Vida surrada

—-)-

Musa. DCLXVI

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Rio Tecnológico

junho 14, 2010 at 3:10 am (Positiva, Reflexiva) (, , , )

Mais um dia, mais um post. Maldita preguiça de organizar minhas poesias antigas.
Essa poesia foi mais pensada que vivida, apesar de ser o que eu sinto agora. Não é a tecnologia que nos faz seguir com a vida, por isso o título.
Finalizando o post, não estou muito bem devido às notas.

-(—- Rio Tecnológico

Navegar não é mais necessário
Muito mais preciso do que foi um dia
Mas quando sabe-se pra onde vai
Voltas e atalhos são regalia

Toda velocidade a frente
Indiferente do que vier
Nem aquele iceberg vai nos parar
Ele não pode, nem se quiser

A coisa com menos tecnologia
Com tamanha dedicação
Suor, força bruta e dosagem
Canoa de índio, toda feita a mão

Aceleração e velocidade depende de nós
A força pra continuar seguindo
É uma metáfora pra nossa vida
Física também, mas continuamos indo

—-)-

Musa. DCLXVI

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Informações Inerentes

junho 10, 2010 at 3:09 am (Neutra) (, , , , )

Sabe como é, né? Precisando escrever a gente muda um pouco o padrão do que estava fazendo. Uma música do Carcass reflete o que eu penso, o que eu sinto. “Quando tudo foi dito e feito, não há perda de amor”.

-(— Informações Inerentes

Sabe-se lá o que passa
Não sabe-se o que passa
Em todo lugar o conhecimento é vão
Como todos sentimentos não o são

Estou vendendo meu coração
Perdoe-me, madame, para a senhora não
Estão doando carinho ali na esquina
Carinho insuficiente só me maquina

Bom dia para o radialista
Boa noite para o jornalista
Bom resto de vida pra mim
E vai ser assim

Senhor jornaleiro, me venda um jornal?
Te dou um por um sorriso, que tal?
Eu não me vendo para saber
Eu me vendo para não ver acontecer

—)-

Musa. DCLXVI

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