Outono em Paris

agosto 22, 2010 at 3:19 am (Negativa, Reflexiva) (, , , )

Saudades.

-(—- Outono em Paris

É outono em Paris
Sabe-se não só pelas plantas
Ventos frios, quase mórbidos
Qualquer bem estar o clima espanta

As folhas caem sem serem percebidas
Em seus xilemas corre veneno
Dispersando no ar com movimentos distintos
São corpos dançando no sereno

Observo tudo ao meu redor esvaecer
Permaneço incólume, indiferente
Já padeceu o que foi a primavera
Mas não significa que está ausente

—-)-

Musa. DCLXVI

Link permanente Deixe um comentário

Chama

agosto 14, 2010 at 4:14 am (Negativa, Neutra, Positiva, Reflexiva) (, , )

Foi difícil classificar essa poesia nas categorias. Selecionei muitas. Podre de sono. Dormir.

-(—- Chama

Digo que amo, atarracado que sou
Fosse alguém que me ferisse por opção
Seria menos forte, menos meu
Horas que não queria estar são

Acredito estar bem, pura verdade
Talvez esse romance ainda viva em mim
Sabe-se lá o que é eterno
Chama essa que ainda não teve fim

Toma meu lugar, sentimento
Vaza, transborda por essas pálpebras fechadas
Rega com tua intensidade
Essa semente que foi abandonada

—-)-

Musa. DCLXVI

Link permanente Deixe um comentário

Punhal

agosto 7, 2010 at 3:31 am (Neutra, Reflexiva) (, , , , , )

Morrendo de sono. Idéias não muito louváveis. Receios conflitantes.
Posso dizer que gostei dessa poesia, as minúsculas definições em cada estrofe revelam a história contada ou pelo menos seus atores.

-(—- Punhal

Palavra positiva, ela confirmou
Selou o acordo com um beijo
Obteve seus direitos legais
E alguns fora dos eixos

A mão que sempre acariciou
Aguardou um leve cumprimento
Recebeu um aceno como consolação
Olhou para si, se sentiu nojento

Estava procurando abrigo
Seus pensamentos não mais o continha
O desespero que tomou sua boca o fez gritar
Pensava, mas não mais existia

Mudou-se tão rápido
Por duas vezes foi multada
Alta velocidade andando a pé
E ele que pagou essas facadas

—-)-

Musa. DCLXVI

Link permanente 1 Comentário

Receptáculo

agosto 5, 2010 at 2:24 am (Neutra) (, )

Idéias. Metáforas. Acho que esta ficou MUITO subjetiva. Talvez difícil de ler, de entender.

-(—- Receptáculo

Meus vírus, minhas moléstias
Praticamente sou recipiente
Mas queria me por em primeiro lugar
Deixo me consumirem, sou paciente

Aproveitem enquanto tenho bateria
Não estou plugado na tomada
Sem internet, mas classe executiva
Sou transporte, alimento e pousada

Cuidado para não me sobrecarregar
Uma vez provocado, sou explosivo
Milhões de bactérias morrendo
Se me culparem, sou evasivo

Alerta vermelho! A e A dão A!
Muita lógica, muito raciocínio
Pressão arterial elevada!
Entrando em processo de extermínio!

Boom!

—-)-

Musa. DCLXVI

Link permanente Deixe um comentário

Retomada

agosto 1, 2010 at 10:50 pm (Positiva) (, )

Fim das férias. Oh, maldita dor de ter o que fazer.

-(—- Retomada

Foram curtas as noites
Parece até que não foram mais de uma
O descanso que passou veloz
Esboçou uma leve bruma

O tempo foi bem aproveitado
Não como eu planejava
Foi melhor que o bem de dormir
Pior que até cedo eu acordava

Agora morre o tempo ocioso
Sabem o tanto que ficarei de luto
Deixar a inércia de lado
E voltar para o que tanto labuto

—-)-

Musa. DCLXVI

Link permanente Deixe um comentário