Arrependimento

novembro 29, 2010 at 2:11 am (Neutra)

Situação tensa. Esse poema não escrevo sobre hoje. É só um post da semana passada que não foi ao ar.

-(—- Arrependimento

Saía de casa, contente menino
Olhava as pessoas, namorava as flores
Mesmo sem amar de paixão
Tinha inúmeros e diversos amores

Queria ser astronauta
Voar longe, voar infinito
Sonhava mostrar pra mamãe
Feito seu no jornal escrito

Em cada briga, em cada carícia
O menino prezava evolução
Sempre aprendendo e cuidando
Tinha um enorme coração

E com o tempo foi crescendo
Virou homem da noite para o dia
E conheceu o amor-paixão
Irracional, mas lhe trazia alegria

Seu amor queria fazer o bem
Queria viver um conto de fadas
Aquela princesa era perfeita
Com suas inseguranças caladas

Alguns anos passaram
O momento terminou, fora sua hora
Menina moça virou mulher
E não era só por fora

Não era mais simples
Ela era teatro e ele era show
Conversas tensas, dificuldades
E uma hora ela o deixou

Ele lembrou de sua infância
O quanto tinha mudado
Seu amor pela vida não era mais detalhes
Agora virou adulto, safado

Envelheceu outras mulheres
Mas continuava tentando
Lembrava da Clara a todo momento
E isso o estava matando

Jovem ainda era seu amor
Mas não lutou para durar
O que era para sempre estaria lá
Agora é um álbum de fotos para mofar

—-)-

Musa. DCLXVI

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Diáfano

novembro 17, 2010 at 1:12 am (Neutra)

Pelas semanas anteriores eu percebi que tenho de tomar cuidado com o álcool. Muito cuidado.

-(—- Diáfano

Demência in natura
Diz-se que foi álcool
Dialoguei comigo
Deitei e morri

—-)-

Musa. DCLXVI

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Lucidez

novembro 12, 2010 at 11:23 pm (Neutra)

A semana da naba está chegando e eu não estou nada preocupado. Pelo menos não com as provas. Talvez me perder em pensamentos e novos conhecimentos? Talvez uma esperança inquietante.

-(—- Lucidez

Forte impulso de abster-me em álcool
Afogar-me em perdas de memória
E pouco me importa ressaca moral
O que eu quero é passar mal

O stress tão real que inventado
Adversidade psíquica
Dorme tarde, acorda cedo
Pensa, pensa e só tem medo

Ansiedade e desânimo
Sei lá, às vezes acontece
Sem motivo aparente
Com motivo certamente

O desejo de ser boa pessoa
E aquele arrependimento de não ser egoísta
Ferir as pessoas, menino mesquinho
Seu coração se fere sozinho

Indago como algo tão inconsistente
Pode ser tão forte apoio

—-)-

Musa. DCLXVI

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Diálogo

novembro 6, 2010 at 1:16 am (Neutra)

A consciência de ter compromissos inadiáveis e que requerem algo de mim me estressa, me deixa ansioso, me tira o sono e me deixa irritado. E assim a gente vai seguindo, se fodendo e se ferindo.

-(—- Diálogo

Hoje eu me proponho a trocar idéias
Vamos divagar sobre os inconvenientes
Sei que se incomoda com isso
Desculpe-me ser tão persistente

Te canto uma música
Um conto rimado e harmonioso
Pode não ser das mais belas
Um tom talvez desdenhoso

Não precisa cantar pra me ser música
Me conte sobre sua alegria
Esses sons que você emite
Essa voz quase melodia

Quanto você precisa pedir mais?
Te canto e te conto
Ainda assim não sinto sua aura
Vejo segredo em cada ponto

Por mim permanece assim
Sou um romântico sem cura
Quanto menos souber, melhor pra você
Isso te mantém pura

—-)-

Musa. DCLXVI

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Viagem

novembro 2, 2010 at 3:17 pm (Uncategorized)

Conversando com a Gabi me vi pensando sobre distância, sobre viagem. Amigos(as) que estudam em outras cidades e que esporadicamente aparecem. Pra mim era normal, um esforço que eles fazem para cumprir um objetivo. Nesse contexto, eu nunca havia pensado no quão árduo esse esforço pode ser.

-(—- Viagem

Hora de ir-me novamente
Vou mais uma vez sofrer
É o oposto do que acabei de sentir
Renasci, vivi e volto a morrer

Mera medida espacial
Saudade cura com contato?
Se fosse tão simples
Meu coração não estaria defasado

A proximidade é referencial
Física, psicológica e fantasiosa
Seria bom resolver só com vontade
Vontade necessária, vontade ansiosa

Enfim, vou dormir, não aguento mais
Se eu me permitisse sonhar
Sonharia ir para casa, não sairia da casa
Onde cada pedaço meu quer estar

—-)-

Musa. DCLXVI

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