Coma Alcoólico

dezembro 29, 2010 at 1:15 am (Positiva, Reflexiva)

É o deserto do Saara e mais na frente um sítio com amigos e cerveja é meu oásis, manolo!

-(—- Coma Alcoólico

Sede infernal
Essa água não é nascente
Acompanha um tabaco
Vou injetar o presente

Mas por que diabos isso?
Fumar como se não tivesse asma
Me drogar como me idiotizo
Refletir o ídolo fantasma

Sair da minha cabeça
Andar o mundo ausente
Vigiar na viagem vigente
Vadiar o álcool presente

Quero ser ajuizado, pretendo
Me persegue outra fama
A pergunta é onde entra o sono
Só sei que termina na cama

—-)-

Musa. DCLXVI

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99 Problemas

dezembro 19, 2010 at 9:36 pm (Reflexiva)

Cara, como eu queria um show do Alice Cooper…

-(—- 99 Problemas

Cada coisa que você vai vendo
Faz de tudo e a memória falha
Todo nada que você vai vivendo

Limitação fixada na cabeça
Simples e objetiva, conservadorismo
E uma surpresa espessa

Paixão pelas pessoas
Esperança em ideologias
Sejam ruins ou boas

Problemas que são só você
Problema é como resolver esses problemas
Pelo menos é o que crê

A hipocrisia intrínseca ao ser
O não gostar de fazer o mal
Mas o mal que se faz ao não o fazer

Sensibilidade e Dreher
Odeia como ama
Espera como não quer

Pretende tirar a cabeça do pescoço
Começar a vender momentos
Ser escroto, carne e osso

Coisas vãs que nos remoem
Vidas paralelas e pessoas estranhas
Estou velho, minhas costas doem

—-)-

Musa. DCLXVI

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Oferta

dezembro 19, 2010 at 9:22 am (Uncategorized)

Noite difícil. Companhias perfeitas. O que foi ruim? Eu. Estou louco pra acordar amanhã.

-(—- Oferta

Oh, que maravilha!
Te compro companhia
Vamos fingir diversão?
Consumo alegria

Oh, que amizade!
Te compro carinho
Vamos curtir ilusão?
Consumo idolatria

Oh, que incômodo!
Te compro vício
Vou curtir esses vinte
Consumo malefício

Oh, que infortúnio!
Te compro despedida
Vamos curtir esse ‘até breve’ ?
Consumo ferida

Oh, que dia cheio!
Te compro paz
Vamos nos divertir?
Consumo nada mais

—-)-

Musa. DCLXVI

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Constrição

dezembro 16, 2010 at 1:25 am (Neutra)

Conversando com minha fã, escrevi algo. Chapado as coisa fluem… como o mijo.

-(—- Constrição

Menina boba, menina estranha
Te conto história, te mostro sentimento
Me conheces, não é brincadeira
É exagero, é o momento

Minha preocupação me perturba
Te perturbas, sei que não estás aí dentro
Queria que entendesses isso
Vejas que não te considero um centro

Só quero passar meu tempo
Esse carinho e essa emoção
Esse tempero e talvez alegria
Quero que sejas coração
De leve, nada de ilusão

—-)-

Musa. DCLXVI

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Agulhas

dezembro 14, 2010 at 12:22 am (Neutra)

Pequenas coisas que machucam.

-(—- Agulhas

Partindo da pressuposta ignorância
Confiança exacerbada
Inocência e ilusão
Devia ser noite calada

Sentimento esse que brota
Inesperado porém causado
Não me é estranho
Mas palavras não fecham machucados

Recitaria cura e regeneração
Sempre tentei uma conversa feliz
Não consigo deixar de ser
E lá vou eu tatuar outra cicatriz

—-)-

Musa. DCLXVI

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Humorror

dezembro 10, 2010 at 12:45 am (Uncategorized)

Só exagerando um pouco, como de praxe.

-(—- Humorror

Manhã miserável
Acordar e querer só dormir
Enviar aquele olhar
De que se não corre, morre
Foi aquele porre

Não é bem assim
Catastroficando pelo drama
Bel-prazer de ser eu mesmo
E ainda ter aquele inadiável dever
De arrumar a minha cama

Estou vivendo o dia de hoje
Meus dias me foram muito caros
Mas tenho o que dinheiro não compra
E sabe como isso é raro
Essa conversa, essa noite e esse cigarro

—-)-

Musa. DCLXVI

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Ela

dezembro 7, 2010 at 11:14 pm (Neutra)

É. Bora beber, porque pensar tá foda.

-(—- Ela

O distrair que me mantém
Me faz crescer, me faz novos amigos
É o que me faz seguir
Não me atrapalha pensar comigo

Meu egoísmo é momentâneo
Diverti e não vi
Pensei e não senti problema
Gostei, curti e também feri

Mas ela, ela não eu não fiz por ela
Ela eu fiz por mim
Ela eu deixei achando errado
Ela eu não queria deixar pro fim…

—-)-

Musa. DCLXVI

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Porre

dezembro 7, 2010 at 2:53 am (Positiva)

É. Escrevi bêbado, escrevi mítico.

-(—- Porre

Porre de segunda
Continuo nessa bebedeira
Ninguém segura o inseguro
Água e peneira

Deixei de me importar
Agora não vejo nem minha sombra
Estou de costas, de olhos fechados
Com as pálpebras dando cãibra

Sabe, estranho confidente
Lá dentro estou como espero
Não é indiferente
É imortal enquanto é sincero

—-)-

Musa. DCLXVI

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Não Confunda

dezembro 5, 2010 at 4:01 am (Neutra)

É, parece que tudo corre bem. Parece…

-(—- Não Confunda

Tempo corre, tempo voa
Bate insegurança, coração
A cada segundo uma pulsação
A cada pulsação uma preocupação

Foram embora 8 horas
Em pequenos 30 minutos
Tempo estranho, relativo
Diálogos profundos

Quase tudo foi real
Estranho sentimento lembrado
Aquele intrínseco quase ser
Só não foi consolidado

—-)-

Musa. DCLXVI

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