Casa dos Espelhos

junho 30, 2011 at 2:17 am (Reflexiva)

Mostrei o blog para uma colega de trabalho ontem. Faz tempo que não posto algo, não? (:

-(—- Casa dos Espelhos

Por que examina tanto aquele buraco na parede?
Sente-se no sofá, pegue um drink
Veio de tão longe, não foi pra elogiar minha casa
E sei que não olha para minhas cortinas

Desculpe-me o sorriso sem graça
Lembrança mal vinda, péssima hora…
Pois prossiga, me diga o que não veio fazer
Já que uma conversa subjetiva parece atraente

O céu está claro, amanhece ou anoitece?
Me conheceu suficiente pra poder saber da realidade
Sou um restaurador, restauro peças valiosas
Não um mágico cretino que faz tudo desaparecer dentro de si

Certo, serei racional e ouvirei toda sua voz
Cada traço dos seus pensamentos, emoções
Me torture e me mate com cada ação e criação
Mas pelo amor de Deus, pare de me olhar nos olhos

—-)–

Musa. DCLXVI

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Cacofonia

junho 13, 2011 at 1:02 pm (Uncategorized)

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

-(—- Cacofonia

Sou o que sou
Serei o que estou mudando para ser
Tentar, errar, aprender, crescer
Errar, errar, errar, viver

Sou negatividade reflexiva
Menino que nasceu com 22 anos
Homem com cabeça de pré-adolescente
Com cicatrizes que me tornam humano

E nos meus sou-não-sous
Vou me embalando em um bolero
Dançando confuso nos meus quero-não-quero
São passos tortos feitos com esmero

E as ideias ideais passadas
Enferrujadas, alteradas
Foram eu e não são mais
Doutrina revolucionária apaziguada

E no que me forma diz-se cacofonia
Até o dia que a morte toque minha última sinfonia

—-)-

Musa. DCLXVI

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Teimosia

junho 1, 2011 at 3:08 am (Neutra)

Hoje eu conto histórias, não sentimentos, já que a frieza dos atuais dias não mexem mais comigo.
Talvez devesse nomear Orgulho. Talvez…

-(—- Teimosia

Agora vamos ter a brisa do outono
As folhas caindo, aguardando serem cobertas
E todos passando como se fosse normal
Deveras, já que eram previsões certas

Foi-se embora sua primavera
A que tanto sonhou um dia acabar
Vendo o mundo cinza
Como quis um dia evitar

Viu-se dentro de uma televisão
Foi feliz durante o desenho animado
Se preocupou ao ser o noticiário
No filme das 10, foi o cara malvado
Pra apagar no sofá em pensamentos afogado

Quis ser o velho ele, como se negava
Sem fazer birra como fazia a toda hora
Menino moleque, menino pentelho
Se imaginou nunca ter ido embora
Quiçá voltaria ao dar as costas pro espelho

—-)-

Musa. DCLXVI

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