Psique

julho 24, 2011 at 6:12 am (Uncategorized)

Bunghole!

-(—- Psique

É estranho como tudo é inalcançável
Porque nos reinvetamos pra mascarar essa dualidade
Tudo que realmente não precisamos
Um toque de sonho, uma paulada de realidade

—-)-

Musa. DCLXVI

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Escrita

julho 19, 2011 at 3:45 am (Positiva)

Pois descrevo o meio ambiente, quando minha cabeça não me distrai.

-(—- Escrita

As linhas vão correndo
E as letras vão passando
Saindo de minha caneta
Essas páginas borrando

Não são palavras escritas
São desenhos transbordados
Pela mão de um canhoto
Por um coração gelado

Inconstância eu encontro
Gotas que deixei cair
Só não digo que são lágrimas
Pois chorei por não sentir

Vou olhando meu redor
Procurando inspiração
Minha mente está confusa
Escrevo ‘sim’ pensando ‘não’

Esqueci de pontuar
Estou perdendo minha razão
Minha caneta terminada
Ponto de interrogação

—-)-

Musa. DCLXVI

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Valsa Onírica

julho 17, 2011 at 11:27 pm (Positiva)

Tendência a escrever sobre sono. =D

-(—- Valsa Onírica

Convide-me para uma dança
Como se estivéssemos em um baile
E toque delicadamente minha pele
Como uma cega que me lê em braile

Eu sei que você me sente
O sangue correndo em minhas veias
E o pulsar acelerado desse coração
Que você sabe que não te odeia

Eu te canto querendo explodir seu corpo
Uma frequência que ainda não descobri
Te fazer estremecer e te ouriçar todos pelos
Te experimentando como em flor o colibri

E a vejo ir embora sorrindo
Seu perfume ainda em meu pescoço
Meus suspiros cada vez menos intensos
E minha realidade cada vez mais esboço

Condeno-me por ser muito metódico
É fácil sonhar e esquematizar tudo
O problema é acordar
E ver que tudo não passou de um surto

—-)-

Musa. DCLXVI

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Veneno

julho 7, 2011 at 3:44 am (Uncategorized)

É a bebida de cada dia. Essa humanidade quase inumana.

-(—- Veneno

Entro na cafeteria como quem não quer nada
E nada espera, já que sempre venho aqui
Espero que a senhorita me atenda
Muito tempo que apareço e nunca sorri

Joana me trata bem, nada de especial
Uma boa profissional, eu diria
Hoje ela me olha preocupada
Como se soubesse que algo aconteceria

Entra uma moça e senta comigo
Ela estranha e vai logo nos atender
A moça pede água e a dispensa
Joana já sabia o que trazer

No que essa moça me olha
Nada me fala, tudo me diz
E eu olho de volta, quase morto
Quase vivo e quase quis

Queimo sua face com cada olhar
E ela me olha em perdão
Eu levanto e vou ao banheiro
Enquanto ela morre do coração

Fecho sua boca a cada pensamento
E sei que nada falará enquanto eu não permitir
Pois assim a mando embora
Pra ela não vou sorrir

Joana vem e me pergunta se está tudo bem
Digo que a mulher que amo foi embora
Acabou de ir-se, neste momento
E muito mais que agora
Nunca mais quero a ver
E meu sorriso se foi porta afora

—-)-

Musa. DCLXVI

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