Barreira

março 8, 2012 at 3:14 am (Uncategorized)

Não consigo mais escrever coisas infantis e puras. Acho que fui corrompido.

-(—- Barreira

Como são as quedas atenuadas pelo ar
Inevitáveis como a morte
Tive sentimentos que se foram
Em uma brisa a me aliviar

Como rumo não quero mais ter
Indeciso sobre o céu e o inferno
Joguei os dados buscando conselhos
Sem nada a perder

Como a lua ilumina minha cabeça
Vejo o passado e desejo seu mal
Entreguei minhas esperanças a outrem
Esperando que te esqueça

Como vem a distribuir doença
É meu gelo e minha vacina
Da sobriedade que me mantém mórbido
Seu egoísmo que nunca pensa

Como as trevas engolem a luz
Meu coração degenera-se em escuridão
Para que eu possa reconstituir
A barreira que nunca pus

—-)-

Musa. DCLXVI

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