Despedida

março 10, 2012 at 7:25 am (Uncategorized)

Quando a lealdade é menor em uma das extremidades, há de haver uma expectativa em ruína.

-(—- Despedida

Como vai, meu amigo?
De novo com aquele papo de não me toque
É embaraçoso seu jeito
Por mais que tente fingir
Conheço bem seus traços
Arrisco-me a dizer que conheço-o direito

Por que não vomita e melhora?
Sei que isso não é bem expulsável
Mas sabe como qualquer dose
Acaba com sua memória
E um cigarro com sua consideração
Grosserias não vão te livrar dessa tosse

E se eu te oferecer para pagar a conta?
Comprar tua amizade novamente
Convencer outrem a tentar convencê-lo
Distrair-te em meus devaneios
Mesmo sabendo o que resolveria isto
Você sabe, não hei de fazê-lo

Então, você se sente usado?
Bom, não posso mentir que não foi
Você me amou e serviu de abrigo
Não tenho direito de reclamar
Vou apenas deixar-te curtir seu “feliz para sempre”
Com um adeus, meu amigo

—-)-

Musa. DCLXVI

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