Anjos

janeiro 26, 2012 at 8:01 am (Neutra)

Tão simples. Tão puro.

-(—- Anjos

Tenho coisas a dizer
Sobre tuas asas
A respeito de nós
Acerca dos solitários

Ao ver-te pela segunda vez
Nunca mais quis te enaltecer
Pus-te aquém da minha realidade
O além que podes chegar

Eis que fostes a única
A possuir-me por dentro com um abraço
Enquanto sirvo minhas mentiras
Para mim, para todos

E sei do quanto nos isolamos
Do quanto queremos fazer falta
Quando nos resta apenas a ilusão
Só podemos fechar os olhos e voar

—-)-

Musa. DCLXVI

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Falsificadores

janeiro 11, 2012 at 4:54 am (Negativa, Neutra)

É o que acontece quando nos calamos perante um sentimento que grita dentro de nós.

-(—- Falsificadores

A gente não sabe o que fazer
Sempre acha, nunca reconhece
Navalha-se a cada piscar
Orgulha-se de nunca ceder

A gente não sabe se expressar
Sempre esconde, nunca expõe
Enquanto o coração se consome
Solta soluços à luz do luar

A gente não sabe definir
Sempre enrola, nunca explica
Deprime-se sozinho
E espera o sono vir

A gente não sabe pedir
Sempre faz charme, nunca retribui
Não espera e quer mais
Sente o corpo todo tinir

A gente não sabe lidar
Sempre se preocupa, nunca demonstra
Não quer ouvir o sussurro
Não tem coragem de abraçar

A gente sabe estar
A gente sabe assistir
A gente sabe enganar
A gente sabe sorrir
A gente sabe calar
A gente sabe fingir

E como sabemos fingir…

—-)-

Musa. DCLXVI

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Indiferença

novembro 16, 2011 at 4:39 pm (Neutra)

Cada centímetro entrando em obsessão e fúria. Saudade de me afogar em joguinhos.

-(—- Indiferença

Sento-me em um sofá confortável
Reclina-se como me esparramo
Gosto disso
Diga-se de passagem que é afável

Lanço-me em dias por pensamentos
Isso é real?
Não sei onde entra o sonho
Onde entram esclarecimentos

Levanto-me só
A sombra que esconde meus medos
Desolado, página destacada do livro
Rascunho cheio de pó

Falo incertezas para reprimir
Vulgo desabafar ou aliviar
Nada mais que palavras ao vento
Tudo que não queria ouvir

Descrevo-me ao escrever-te
Amostra do ódio de mim mesmo
Visto que sinto um amor definido
Pela maior indiferença de ti

—-)-

Musa. DCLXVI

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Trilha

novembro 12, 2011 at 9:29 am (Neutra)

Sem curvas, sem voltas, sem paradas.
Em frente, sempre em frente.

-(—- Trilha

Realidade alternativa
Ídolos e heróis
Craques e heroínas
Abstinência da vida em louvor?
Sem cigarro e jogatina
Como se um dia fosse tudo ideal
Conheceu o alívio e a dor
Sentiu-se incoerente,
Mas não aos próprios olhos,
E continuou seguindo em frente

—-)-

Musa. DCLXVI

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Esquizofrenia

novembro 2, 2011 at 6:04 am (Neutra)

Y U NO READ THIS?

-(—- Esquizofrenia

Como está fria esta alma
Um ruído que nunca tinha ouvido antes
Esquizofrenia
Simplesmente conversar com eles

Agora eu apreciaria um abraço
E uma mesa pra apoiar meu copo
Meu corpo?
Mera ilusão do meu cérebro

Dançando em uma luta
A água me cerca em tsunami
Ilha que olha ao redor
Desconfia até das ondas

Hipnotismo para me sedar
Quando eu acordar
Uma peruca para que eu possa encenar
Quando eu acordar…

Vou brindar a esta noite
A cada dose que bebi por mil amores
A cada cigarro que fumei por mil arrependimentos
A cada palavra que agonizei por me calar

—-)-

Musa. DCLXVI

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Cordialidade

outubro 31, 2011 at 1:16 am (Neutra)

Seria cordial demais engolir meu orgulho?

-(—- Cordialidade

Sem cumprimentar, sem despedir
Apenas está como vai-se
E assim fica a dúvida de um piscar
Sono, vento, sujeira e charme

Tanta ciência traz o caos
Deixar-se levar pelo inexplicável?
Proporcional a graduação alcoólica
Considerando o atrito do incômodo

Há pouco que sempre quis saber
Dificuldade de pessoas racionais?
Não, só quem sou eu
E de quem estamos falando

—-)-

Musa. DCLXVI

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Sanidade

outubro 22, 2011 at 4:34 pm (Neutra)

Nos momentos mais loucos que enxergamos alguma sanidade em nós mesmos.

-(—- Sanidade

Dia fechado, temperatura baixa
Encontro-me em minha cama
Pensamentos voando em qualquer direção
Serenos e incompletos
Sempre tornando a esta sensação

Textos perdidos que parecem se encaixar
Qualquer noção é insanidade
Pensar em agir ou agir sem pensar?
A insegurança me definha
E não tenho vício pra segurar

Como pode a luz do sol no inverno
Parecer tão fria?
O conceito de realidade é muito pouco
E como todo homem são um dia
Estou ficando louco

—-)-

Musa. DCLXVI

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Lampião de Esquina

outubro 17, 2011 at 2:18 am (Neutra)

There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow

-(—- Lampião de Esquina

De todo quem e todo qual
Sou chama que a chuva atrapalha
Mera luz que finda a noite
E o seu sono navalha

Eu postergo escuridão
Pro silêncio sou sirene
Desespero teu ouvido
Atormento tua mente

Se calor é o que esperas
Afasta-te de mim, criança
Queimo braço, queimo perna
Tudo que meu mal alcança

Quando nasce o sol-pai
Repouso-me com missão cumprida
Ele que mate a todos
Amores da minha vida

—-)-

Musa. DCLXVI

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Curandeira

setembro 20, 2011 at 2:19 am (Neutra)

Diz-se pessoa que trata de doenças sem título legal.

-(—- Curandeira

Uma vez vi uma garota
Que a cada passo em seu andar
Quase me dava parada cardíaca
E então um suspirar

Com o tempo a conheci
Era uma princesa sem dragão
Nasceu para ajudar os outros
Sua bondade e profissão

Paixão forte queimou rápido
E continou em mim pelo menos
Eu vi coisas, ouvi os ventos
E ainda fui ameno

Enfim eu me deitei
Como quem não vai mais acordar
Tive ciência dos meus olhos
Quando começaram a lacrimejar

Em minha cama eu não vivia
Uma doença psicológica
Não levantei para a cumprimentar
Falta de vontade sem lógica

Um abraço e um pedido de desculpas
O adeus que eu aguardava
Levantei e a desculpei
Ela sabia que eu a amava

E seguindo essa tragédia
Um dia tudo esvaeceu
Assim foi com aquela imagem
Do que era dela e meu

Sepultei o seu rosto
Enterrei em meu peito
Desenhei meu orgulho todo
Rasguei esse seu feito

Qual ocupação é essa
Que cura um coração sofrendo?
Ela que se foda com esse amor
Pois eu não estou nem fodendo

—-)-

Musa. DCLXVI

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Aniversário

agosto 23, 2011 at 2:33 am (Neutra)

Apesar do texto, não acho ruim fazer aniversário.
É sempre bom ter uma desculpa pra reunir os amigos.

-(—- Aniversário

Os anos vão passando sem a gente ver
De repente, estamos mais velhos
Envelhecemos rápido
Em momentos
Experiências
Lembranças
Lágrimas e sorrisos
Rugas de idade aparecem no rosto
Mesmo com apenas 15 anos

Esses somos nós
E a única coisa que nos lembra disso
São as datas comemorativas
Não somos mais crianças
Não somos mais inocentes
Já estamos crescidos
Temos responsabilidades

Feliz maldito aniversário pra mim

—-)-

Musa. DCLXVI

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