Apreço

outubro 21, 2011 at 12:41 am (Positiva)

Como música. E como uma voz pode soar.

-(—- Apreço

Como brisa de verão
Abafada tua voz rouca
Para quê dar atenção?
Vida pára por instante
É intensa sensação
Chama queima querosene
Bom humor de estação
Nunca acaba com sorriso
Sem passar por um sermão
Suplica silêncio, ambiente
Quer um pouco de atenção
Relaxar, deixar rolar
Devolve choro, estende mão
Tais palavras indo embora
Nunca parecem como são
Fecho meus olhos um momento
Vi que tudo foi em vão
Acordei em meio estranho
Esperando outra canção

—-)-

Musa. DCLXVI

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Prudência Inconstante

agosto 17, 2011 at 2:01 am (Neutra, Positiva)

Pude retratar isso somente com insistente louca leitura alheia.

-(—- Prudência Inconstante

Queria ter te vendido atenção
Não te dado minha noite
Pra perder outra pensando
Como faço toda manhã ao acordar
Esquecer de ti um segundo
Deixar de lado o celular
Ver horas passando em minutos
E simplesmente me deitar

Descansar como em nirvana
Respirar tranquilidade
Ser alheio a tudo mais
Como faço com meu coração
Que ainda acredita em você
Com seu silêncio que diz não
Só espero um bom dia
Para me pôr em sua mão

—-)-

Musa. DCLXVI

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Escrita

julho 19, 2011 at 3:45 am (Positiva)

Pois descrevo o meio ambiente, quando minha cabeça não me distrai.

-(—- Escrita

As linhas vão correndo
E as letras vão passando
Saindo de minha caneta
Essas páginas borrando

Não são palavras escritas
São desenhos transbordados
Pela mão de um canhoto
Por um coração gelado

Inconstância eu encontro
Gotas que deixei cair
Só não digo que são lágrimas
Pois chorei por não sentir

Vou olhando meu redor
Procurando inspiração
Minha mente está confusa
Escrevo ‘sim’ pensando ‘não’

Esqueci de pontuar
Estou perdendo minha razão
Minha caneta terminada
Ponto de interrogação

—-)-

Musa. DCLXVI

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Valsa Onírica

julho 17, 2011 at 11:27 pm (Positiva)

Tendência a escrever sobre sono. =D

-(—- Valsa Onírica

Convide-me para uma dança
Como se estivéssemos em um baile
E toque delicadamente minha pele
Como uma cega que me lê em braile

Eu sei que você me sente
O sangue correndo em minhas veias
E o pulsar acelerado desse coração
Que você sabe que não te odeia

Eu te canto querendo explodir seu corpo
Uma frequência que ainda não descobri
Te fazer estremecer e te ouriçar todos pelos
Te experimentando como em flor o colibri

E a vejo ir embora sorrindo
Seu perfume ainda em meu pescoço
Meus suspiros cada vez menos intensos
E minha realidade cada vez mais esboço

Condeno-me por ser muito metódico
É fácil sonhar e esquematizar tudo
O problema é acordar
E ver que tudo não passou de um surto

—-)-

Musa. DCLXVI

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Mãe

abril 12, 2011 at 2:00 am (Positiva)

Aniversário da minha mãe, achei que seria interessante postar algo que escrevi há algum tempo em sua homenagem. Um dia ainda mostro pra ela. (=

-(—- Mãe

Da janela via os carros passando
Muitas pessoas, muitos mundos
Diversas existências, muitas quais a nossa não altera
Como se a minha fosse também sua

Estranho como você pode mudar tanto
Ainda sim sem se mudar em nada
Não saber ter valor
Aquela etiqueta que todos outros tem te caiu
E você está pouco se fodendo pra ela

Em algumas coisas somos iguais
Não posso falar que é idolatria eu ter aprendido contigo
Se fosse, não haveriam conflitos e discussões
É bom saber que te tenho pra brigar comigo
Pois é imensurável o amor que sinto por você

—-)-

Musa. DCLXVI

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Abstração

março 30, 2011 at 12:37 am (Positiva)

Pouco confuso. Essa é a verdade!

-(—- Abstração

Escrevi isso aqui enquanto estava a derivar.
– De quê? – ouvi alguém caçoando o erro de português.
Mal sabia que não era eu o errado
E não sabia que ler um texto sem conhecer o contexto é ignorância.
Mirei sua burrice com os olhos e proferi:
– Toda frase deveria terminar com um ponto final.

—-)-

Musa. DCLXVI

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Carência

março 13, 2011 at 6:10 pm (Positiva, Reflexiva)

Vivendo uma realidade alternativa.

-(—- Carência

Domingo a tarde,
Fui encontrar aquela amiga que tanto prezava
Indiferente de atração sexual, ouvia o que ela chorava com tanto desespero
Ela sabia que eu daria minha sensível e sincera opinião
Pelo menos ela esperava isso

Discorreu bastante, embora eu mal entendesse as palavras misturadas entre lamúrias e suspiros
“Calma, tá tudo bem, você tem de aprender a viver sem isso”
Me pareceram bem colocadas as palavras
Apesar do que saía de sua boca soar quase como som instrumental
Notas, tons e sensações, nada sólido, nada realmente compreensível

Meu interesse em entendê-la era total
Totalmente inexistente
Estava absorto no que estaria acontecendo no jogo
Futebol ainda era minha paixão
Só não podia decepcionar minha amiga com a falta de minha presença
Física, com bônus da ausência psicológica

Ela foi embora com um sorriso, chorando mas sorrindo
Sabia o que tinha acontecido durante nossa conversa quase monólogo
Ainda sim me mandou uma SMS
“Você é meu melhor amigo, seu desgraçado. Obrigada. Te amo.”
Por pior que eu seja,
Sei como foi importante eu estar ali
E sei como é importante ninguém saber o que você sente

—-)-

Musa. DCLXVI

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Liberdade

fevereiro 6, 2011 at 11:24 pm (Positiva, Reflexiva)

Que fim de semana mais relaxante! Amanhã aula de leve pra lembrar porque sempre quero férias e pra mandar meus amigos tomarem no cu.

-(—- Liberdade

Esse é bem o tipo de noite que gosto
Boas companhias, não ostentei vício algum
Exceto pelo céu, que ainda me embreaga só de mostrar a lua

Queria matar uma saudade
Talvez duas ou três
Mas o poder fazê-lo ou não me fez sentir livre
Desocupado, inocente e desinteressado

Peguei meu netbook e uma dose de cachaça
Continuei minha noite na cama
Refletindo o quão longe um combustível pode te levar
Sem ao menos te tirar fisicamente do lugar

A gente cresce e corrompe nossa imaginação
Põe-se em um mundo de pessimismo ao invés de sempre matar o dragão
Voamos longe, onde a razão é quase inóspita
Pra descobrirmos que, no final, não foi tão difícil assim

A gente só repara que está preso
Nem percebe que a chave está ao alcance
Todas as nossas barreiras são psicológicas
Inclusive os tabus do amor e liberdade

—-)-

Musa. DCLXVI

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Coma Alcoólico

dezembro 29, 2010 at 1:15 am (Positiva, Reflexiva)

É o deserto do Saara e mais na frente um sítio com amigos e cerveja é meu oásis, manolo!

-(—- Coma Alcoólico

Sede infernal
Essa água não é nascente
Acompanha um tabaco
Vou injetar o presente

Mas por que diabos isso?
Fumar como se não tivesse asma
Me drogar como me idiotizo
Refletir o ídolo fantasma

Sair da minha cabeça
Andar o mundo ausente
Vigiar na viagem vigente
Vadiar o álcool presente

Quero ser ajuizado, pretendo
Me persegue outra fama
A pergunta é onde entra o sono
Só sei que termina na cama

—-)-

Musa. DCLXVI

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Porre

dezembro 7, 2010 at 2:53 am (Positiva)

É. Escrevi bêbado, escrevi mítico.

-(—- Porre

Porre de segunda
Continuo nessa bebedeira
Ninguém segura o inseguro
Água e peneira

Deixei de me importar
Agora não vejo nem minha sombra
Estou de costas, de olhos fechados
Com as pálpebras dando cãibra

Sabe, estranho confidente
Lá dentro estou como espero
Não é indiferente
É imortal enquanto é sincero

—-)-

Musa. DCLXVI

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