Themis

dezembro 23, 2011 at 6:33 am (Uncategorized)

Primeira vez que coloco imagem. Nada mais justo.

-(—- Themis

Themis

Quando a mão Dela começa a pender
Seus olhos enxergam por baixo da venda
E você sabe disso, sabe perder
Sua espada não tem compaixão, conta a lenda
Mesmo assim você paga pra ver
Faz por onde, mesmo que não entenda
E não dá tempo de se arrepender

—-)-

Musa. DCLXVI

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O Nada

dezembro 16, 2011 at 7:24 am (Uncategorized)

Falta do que ser. Sentir. Nada mais que o vazio.

-(—- O Nada

Algumas vezes são como nunca foram
Os ambientes e características
As bolas de neve
As leis da física
Eu lírico dos livros de história
A vegetar como escória
Até que a contrição seja consumada
E reste para nos abraçar
O nada

—-)-

Musa. DCLXVI

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Pai

dezembro 9, 2011 at 7:24 am (Uncategorized)

É uma saudade que quase me faz chorar…

-(—- Pai

Há coisas que vem para o bem
Que vão para o bem
Estufando as pálpebras fechadas
E o choro indo além

Há saudade em todo ato
Em cada respirar que deste ontem
Precisavas de um abraço, um “Eu te disse”
E foste fumar, já que nada mais tem

Há lembrança em cada gesto
Tua mãe se assusta com a genética
Nunca o viste desleixar e ser você mesmo
Teu coração, tua moral, tua ética

Há alívio em sua alma
Sei que tens orgulho e algo mais
Só queria que tivesses tido oportunidade
De ter falado do orgulho que foi chamá-lo de pai

—-)-

Musa. DCLXVI

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Claridade

dezembro 3, 2011 at 6:04 am (Uncategorized)

Como proceder?

-(—- Claridade

Outra noite contigo
Dilatando minhas pupilas
Seu sorriso e vestido
O andar que aos meus olhos desfilando
Difícil admitir que fiquei admirado
A ponto de querer te pôr na TV
Tornar-te platônica e inalcançável
Como o controle perto da minha preguiça
E eu longe de mim mesmo
Da minha feiura que eu chamo de querer
E do objetivo que apelidei de morte
As palavras que eu fui sincero
E a timidez que reprime meu cumprimentar
Em uma noite que nem em minha casa fiquei a vontade
Só queria cantar e dançar
Sem você
Para sempre

—-)-

Musa. DCLXVI

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Mancha

dezembro 1, 2011 at 1:40 am (Uncategorized)

Como se coração ficasse limpo lavando com contato físico.

-(—- Mancha

Toda tarde e toda parte
Vou viajando nessa folha de papel
Dizendo milhões de doenças
Morrendo demais em palavras
Olhando as rupturas nos céus
O inferno queimando nas almas
E eu verificando o calendário
Buscando conforto nos feriados
Vendo o passado fazer pensar
Aquele retrato que nunca será
As sombras dançando nas paredes
E eu perdendo a forma racional
Brincadeira sob cordéis de outrem
Com o chão cedendo à minha consciência
Ao meu impressionável cenho franzido
Serenidade da minha certeza
De que foi a raiva que virou concreto
Não o amor que virou vapor

—-)-

Musa. DCLXVI

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