Cordialidade

outubro 31, 2011 at 1:16 am (Neutra)

Seria cordial demais engolir meu orgulho?

-(—- Cordialidade

Sem cumprimentar, sem despedir
Apenas está como vai-se
E assim fica a dúvida de um piscar
Sono, vento, sujeira e charme

Tanta ciência traz o caos
Deixar-se levar pelo inexplicável?
Proporcional a graduação alcoólica
Considerando o atrito do incômodo

Há pouco que sempre quis saber
Dificuldade de pessoas racionais?
Não, só quem sou eu
E de quem estamos falando

—-)-

Musa. DCLXVI

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Estranho

outubro 24, 2011 at 2:11 am (Uncategorized)

Só o título. Estranho.

-(—- Estranho

Estranho
Como nunca converso
E como não preciso conversar
Pra aprender
Pra explicar

Estranho
Como nunca falo o que deveria
E como não preciso falar
Pra poupar
Pra cuidar

Estranho
Como nunca sou vingativo
E como não preciso ser
Pra perdoar
Pra conviver

Estranho
Como nunca deixo de escrever
E como não preciso deixar
Pra me entender
Pra me aliviar

—-)-

Musa. DCLXVI

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Sanidade

outubro 22, 2011 at 4:34 pm (Neutra)

Nos momentos mais loucos que enxergamos alguma sanidade em nós mesmos.

-(—- Sanidade

Dia fechado, temperatura baixa
Encontro-me em minha cama
Pensamentos voando em qualquer direção
Serenos e incompletos
Sempre tornando a esta sensação

Textos perdidos que parecem se encaixar
Qualquer noção é insanidade
Pensar em agir ou agir sem pensar?
A insegurança me definha
E não tenho vício pra segurar

Como pode a luz do sol no inverno
Parecer tão fria?
O conceito de realidade é muito pouco
E como todo homem são um dia
Estou ficando louco

—-)-

Musa. DCLXVI

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Vigilante

outubro 22, 2011 at 6:20 am (Uncategorized)

[…] It’s such a brutal planet
[…] It’s such a living hell
[…] It’s where we chose to sin
[…] This is where our death begins

-(—- Vigilante

Olho pela janela
Vejo uma nuvem passando
Carregada de emoções
Chora e aborrece o mundo abaixo
Cidade de aberrações

Olho pela porta
Vejo um casal jantando
As flor e vela românticas
Enojam-se com o clima
E os olhares sem semântica

Olho por baixo da porta
Vejo pés que se separam
Em tênis chiques e caros
Valem mais que um coração
Sensível, sem amparo

Olho pela fechadura
Vejo o mundo em caos
Ninguém se entendendo
Brigando com seu Deus
E sua vida acontecendo

Olho pra dentro de mim
Vejo que sou um deles
Rabugento conselheiro
Olho tudo e julgo tudo
Sem coragem de encarar o espelho

—-)-

Musa. DCLXVI

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Apreço

outubro 21, 2011 at 12:41 am (Positiva)

Como música. E como uma voz pode soar.

-(—- Apreço

Como brisa de verão
Abafada tua voz rouca
Para quê dar atenção?
Vida pára por instante
É intensa sensação
Chama queima querosene
Bom humor de estação
Nunca acaba com sorriso
Sem passar por um sermão
Suplica silêncio, ambiente
Quer um pouco de atenção
Relaxar, deixar rolar
Devolve choro, estende mão
Tais palavras indo embora
Nunca parecem como são
Fecho meus olhos um momento
Vi que tudo foi em vão
Acordei em meio estranho
Esperando outra canção

—-)-

Musa. DCLXVI

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Lampião de Esquina

outubro 17, 2011 at 2:18 am (Neutra)

There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow

-(—- Lampião de Esquina

De todo quem e todo qual
Sou chama que a chuva atrapalha
Mera luz que finda a noite
E o seu sono navalha

Eu postergo escuridão
Pro silêncio sou sirene
Desespero teu ouvido
Atormento tua mente

Se calor é o que esperas
Afasta-te de mim, criança
Queimo braço, queimo perna
Tudo que meu mal alcança

Quando nasce o sol-pai
Repouso-me com missão cumprida
Ele que mate a todos
Amores da minha vida

—-)-

Musa. DCLXVI

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Findo

outubro 8, 2011 at 1:13 am (Negativa)

Quanto mais você tenta, mais você se envolve, mais você se fode.

-(—- Findo

Nos conhecemos há uns anos
Você com seu jeito inseguro
Eu lerdo e despreparado
Um casal quase de solteiros
Encarando desfiladeiros

Em meus medos, eu via seu sorriso
E você me sorria
Apenas para que eu parasse de tremer
Olhava-me sinceramente, quase um olhar sem graça
Encenava essa tragédia farsa

Você me mentiu o que achava merecido
Acreditei em minha inocência
Mas a verdade sempre vem a tona
Mal me conheço pra dizer que te odeio
Tampouco de onde estou no meio

Não sabe como me entorpece
Como me tira o controle
Desse meu jeito todo quieto e desligado
Adeus, sua mentirosa desgraçada
Seus prantos não mudam mais nada

Mesmo assim, ainda acredito no amor
Tanto faz o que aconteceu
Foi bom não deixar isso crescer
Deixar-me corroer
Murchar no jardim e apodrecer

E é por sua causa que ainda creio
O amor morreu com a razão
E te sou grato por não deixar que terminássemos,
Apesar de todo quando,
Comigo ainda te amando

—-)-

Musa. DCLXVI

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